m Xineladas Club: preconceito

O Xineladas está de casa nova

Mudamos de mala e cuia, se em até 10 segundos não for redirecionado, clique
http://radioleszone.com.br/xineladasclub/
Obrigada.

Páginas

Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Familia vs Homossexualidade #1


 A família é sem dúvida alguma o nosso primeiro contato com o mundo e o contexto de nossa construção como um ser diante a sociedade. É com os familiares que aprendemos e constituímos nossa personalidade, através de valores e crenças que são passados de pai para filho geração após geração. São aquelas pessoas, não necessariamente pai, mãe, irmã ou irmão, que te educaram, ensinaram a andar e a falar, deram carinho e amor para que assim você pudesse crescer saudável.

E talvez por isso muitos homossexuais tenham medo de se assumir, pois teriam que, não apenas se assumir diante a sociedade, mas também para os familiares que muitas vezes não sabem como lidar com o preconceito e julgam, em sua maioria, a homossexualidade como uma doença, o que de fato não é.

Ou seja, se já não bastasse todo aquele turbilhão de duvidas em que você se encontra por ter se descoberto lésbica ou gay, ainda há aquela dúvida de contar ou não contar para os pais.

Assumir-se lésbica ou gay não é simples. Porque você vai contra o principal paradigma instituído pela sociedade. Vai contra o que é convencional. Você passa a ser visto como alguém diferente, do contrário ao que supostamente é o normal e natural e é tratado como um estranho aos olhos do mundo.

E nesse momento o lugar em que nós queremos ser aceitos é dentro de casa. É onde gostaríamos de encontrar apoio, respeito, amor, compreensão e principalmente aceitação. Queremos ser aceitos como somos, independente da nossa escolha sexual, pelas pessoas que mais amamos. 



Os pais quando descobrem que tem um filho gay ou uma filha lésbica tendem a achar que isso é um erro e que há concerto. Fecham-se com o medo do desconhecido. Todo aquele sonho que tinham de ver os filhos crescendo, formando, casando, gerando e criando os seus filhos e assim dando continuidade aos genes da família é perdido. Além disso, ainda existe o medo de que o filho homossexual não seja aceito pela sociedade e assim não conquiste o espaço que merece.

Então como lidar com essa situação? Como resolver esse dilema?

É um momento muito delicado o de se assumir para a família. Porque assim como já foi dito a reação deles nem sempre é aquela que esperamos e gostaríamos de presenciar. Mas isso também não quer dizer que é um bicho de sete cabeças, que você nunca vai conseguir conciliar sua homossexualidade com o “ter” e “ser” uma família. O primeiro passo é descobrir se você está pronto, preparado para levar sua homossexualidade diante os seus pais. E o momento certo? Só você poderá dizer, afinal você se conhece melhor do que ninguém. E se assim não o for, sugiro que tire um tempo para passar só com você e descobrir quem é essa pessoa diante você no espelho. É essencial, sendo ou não, homossexual termos essa intimidade com nós mesmos.

Apesar de não ser algo errado, sua opção sexual, o mais sensato a se fazer é manter a calma com a reação da família. Não adianta revoltar-se e querer que o mundo todo entenda o que você está passando. Por mais que seja um absurdo, em minha opinião, nos dias de hoje nós ainda sermos vistos como “doentes”. Lembre você está dizendo aos seus familiares que optou por um caminho diferente daquele que esperavam, um caminho muitas vezes que eles nem conheçam. É um tanto natural eles se sentirem perdidos, não saberem como reagir, negarem o fato e ou até mesmo usar como defesa um certo autoritarismo. Meninas, quando digo natural não estou dizendo que é assim que deva ser. Apenas tentando mostrar a vocês que não devemos também julgar a mão de ferro a reação dos nossos pais.  

O dialogo é essencial. Infelizmente hoje vivemos na era do individualismo, da solidão. Mas o conceito de família não se encaixa nessas características. É fácil falar, mas difícil fazer. Eu sou prova viva disso xinelas, mas um erro cometido não quer dizer que sempre será assim. Se você não consegue achar o momento, se não acha espaço para isso, novamente paciência. Talvez procurar ajuda de alguém que seja especialista seja o melhor a ser feito.

E ressaltando, ser homossexual não é doença. Não pensem que vocês são o erro da questão. Não pensem que o motivo das coisas não andarem bem é porque você fez uma escolha precipitada e sem razão. Amar alguém do mesmo sexo que o seu é mais uma forma de demonstrar que você é ser vivo, e pratica o verbo do amar. Ser diferente do convencional, não faz de você alguém que pratica algo que é um absurdo ou um pecado. Só quem ama realmente entende que para o amor não há limites, não há explicações, não há razões. Apenas amamos.

Devemos passar a tratar a homossexualidade como algo normal. E não como um tema especial, exclusivo e cheio de cuidados. Afinal de contas somos iguais a todos certo? Não há motivo de alarmes etc.

O tema família VS homossexualidade gera muitas perguntas e muitas dúvidas. Por isso não caberia discutir o mesmo em apenas um post. Aqui inicio uma parte do que está relacionado ao tema. E para que haja continuação precisamos e contamos com a ajuda de vocês, xinelonas lindérrimas que nos acompanham diariamente.

O que vocês acham? Qual a opinião de vocês em relação a família e ser homossexual?

Espero que tenha sido do agrado de vocês xinelas :D
Beijos e até a proxima.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Porque o mínino não é suficiente

Transexual



Transsexual

“Nós, transexuais, nascemos e crescemos sozinhos. Após a cirurgia de mudança de sexo, nascemos de novo, mas novamente sozinhos. E, depois, morremos solitários também.”

“A escolha é entre ser infeliz para sempre ou tentar ser feliz.”

“A família torcia para eu ser gay, seria mais fácil”

"A maior parte das trans é prostituta porque não tem outra escolha. Muitas são tão desesperadas que se tornam trans porque sabem que assim ganharão mais. Devastam seu corpo e sua identidade por fome, vítimas da miséria e do preconceito."

As frases acima são da top model brasileira - e transexual - Lea T, ainda Leandro Cerezo na documentação. Para quem não sabe, Lea T. desfilou para o estilista Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week no último dia 29, o que obviamente tornou-se motivo de notícias e opiniões. Confesso às xinelonas que não acompanhei a SPFW, nem mesmo tive curiosidade de clicar nas suas hashtags que apareceram no TT's, mas a história da moça me chamou bastante atenção.

Filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, que chegou à seleção brasileira em 1982 e atuou como técnico em diversos clubes, a relação de Lea e seu pai já ganhou destaque anteriormente. Há sites que afirmam que Toninho Cerezo não assumiu ser pai da top Lea T., mas sim que tem quatro filhos, entre eles Leandro. Logo em seguida o irmão de Lea, Gustavo, diz que o pai desconhece o sucesso da irmã, mas que a família apóia sua decisão. A própria Lea desmente a versão de problemas com o pai, têm uma relação distante mas sem conflitos. Mas enfim xinelonas, são fofoquinhas que levam a - quase - nada, prefiro ficar com a opinião da própria Lea.

Apesar de pouco conhecida no Brasil - eu desconhecia - Lea T. tem conquistado relativo sucesso internacional, especialmente na Itália. Dando um Ctrl + C / Ctrl + V numa matéria do Estadão sobre ela, eis que surge o seu currículo:
"Capa da revista Love (na qual beija Kate Moss), estrela da Givenchy, e a it girl de Riccardo Tisci (amigo e diretor criativo da grife que a alçou ao estrelato), perfilada pela Vanity Fair italiana e a Vogue francesa, entrevistada pela Oprah Winfrey."
Ah, a moça ainda foi listada no site Models.com, um ranking que elenca por ordem de influência as modelos da atualidade, onde ela ocupa a 40ª posição.

mulheres se beijando

Mas confesso que algumas coisas que vi e li ao pesquisar sobre ela me deixaram pensativa. A primeira delas é uma certa omissão de alguns sites e jornais nacionais sobre sua participação na SPFW. Não parece estranho uma modelo notável no exterior ganhar somente poucas linhas? Ou então se concentrarem apenas em falar da sua condição trans, e não avaliar devidamente seu trabalho? Algumas xinelonas até ousariam dizer que parece preconceito... E infelizmente tem sido assim minhas caras amigas, nossa orientação sexual é discutida em primazia, depois vem as competências profissionais, sociais, caráter... E nem é preciso dizer o quanto isso é injusto.

Outro fato que me deixou intrigada foi o tom de algumas declarações de Lea. “Nós, transexuais, nascemos e crescemos sozinhos. Após a cirurgia de mudança de sexo, nascemos de novo, mas novamente sozinhos. E, depois, morremos solitários também.” Essa frase em especial, parece repleta de pessimismo e aceitação do mínimo que a sociedade pode nos oferecer. Mas confesso que entendo o sentimento que ela transparece, do meu ponto de vista. Às vezes a pessoa é tão ofendida moralmente, rebaixada sem nem ao menos ser avaliada de modo imparcial, são tantas dificuldades impostas que passa a desacreditar que tudo pode melhorar, ser enfim justo. Lea T. se considera uma exceção simplesmente pelo fato de não ser obrigada a se prostituir, assim como tantas transexuais. E sinceramente, é até triste concordar com a constatação. Perceber como a dignidade de alguém, igual a mim, você e todos os outros, pode ser tão "facilmente" rompida.

"Leandro" fará a cirurgia onde oficialmente renascerá, agora como Lea T., e diz que essa é a escolha de tentar ser feliz, ao invés de ser infeliz para sempre. Me pareceu ser uma moça inteligente e realista, sabe que essa não será a solução para todos seus problemas. Passará a ter documentos com nome de mulher e ser poupada de alguns constrangimentos, mas possivelmente ainda ouvirá xingamentos e piadinhas de alguns preconceituosos. Não será agora que ela, nem nós, contaremos com o respeito total sobre quem somos. Mas sinceramente, não me importo tanto. Espero que a cada dia eu me sinta melhor comigo mesma, e que não me abata a ponto de aceitar o pouco que me oferecerem. Que cada uma de nós possa se aceitar, reconhecer e desenvolver o seu potencial, e exigir o melhor sempre.

Segue abaixo entrevista da Lea T. concedida à GNT, falando sobre sua cirurgia, relação com o Brasil, carreira, entre outros.




Matérias sobre Lea T:



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Igualdade, por que não?


Já repararam quantas vezes discutem em sites, em jornais ou na televisão sobre a união civil de homossexuais? Na forma como somos retratados em tais reportagens? Sinceramente meninas, quando ouço algo, principalmente na televisão, eu me sinto alguém de outro mundo. Porque parece que somos diferentes, que nossos direitos como seres humanos não existem pelo simples fato de amarmos alguém do mesmo sexo que o nosso.

Fico imaginando quando é que esse nosso “mundão” vai repensar e jogar fora todos esses paradigmas arcaicos que só servem para tentar controlar a sociedade. E quando questionamos tudo isso há sempre aquele que diz que a sociedade como um todo tem que ter um exemplo, um padrão. E ai fica minha pergunta: E preconceito é exemplo?

Realmente fiquei pasma outro dia xinelonas. Fui buscar minha sobrinha na escola e ouvi suas amiguinhas falando sobre o famoso Big Brother. E o assunto principal? Lésbicas. Nunca tinha visto em toda minha vida uma criança de dez anos com tanto preconceito por homossexuais. E infelizmente não era a opinião de uma só e sim do grupinho todo. Mas no fundo fiquei pensando se era realmente elas que pensavam assim ou seus pais. E o erro infelizmente vem de cima, dos pais que não educam seus filhos. Não sabem passar adiante algo que se chama respeito ao próximo.

Essa semana a senadora Marta Suplicy, ao tomar posse, afirmou trabalhar pela aprovação de um projeto que permitiria a união civil de homossexuais. Leia a matéria na integra aqui. Mas o que vocês acham disso? De que adianta aprovar a união civil de pessoas do mesmo sexo, se as mesmas são espancadas nas avenidas das grandes cidades? Se essas são expulsas de shoppings pelo simples fato de trocarem beijo?

Não estou dizendo que não seja um grande passo para nós. Apenas mostrando que isso não é tudo meninas. Não adianta querer conquistar o topo sem antes passar pelos primeiros degraus. Ou seja, não adianta aprovar um projeto e a sociedade permanecer preconceituosa como é. Então do que precisamos? Ser exemplo. Sim, queridas xinelonas, exemplo. Não é por que somos xinelonas e sofremos preconceito da sociedade vamos procurar conquistar os nossos direitos com rebeldia e atos violentos. Como citei no inicio do post o que precisa ser mudado e será é a educação.

E falando em educação, quem tem acompanhado as noticias da semana deve ter também reparado comentários sobre o kit escolar que trata sobre a diversidade sexual. E novamente vemos um absurdo, leiam.

Enfim, xinelonas de plantão, sem mais delongas aqui fica minha indignação com a nossa sociedade. Claro, deixo bem frisado, nem todos são assim. Por sorte ainda temos pessoas que respeitam e lutam por nossas causas, até mesmo os que não são homossexuais. E por isso continuo a pensar que vamos conseguir alcançar o que realmente almejamos; direitos iguais.

E como não consigo viver sem música, principalmente as de qualidade hehe, escrevendo este post, me lembrei de uma banda, Engenheiro do Hawaii, cujo nome da música é Ninguém = Ninguém.
Ouçam aqui.

O que acham? Deixem sua opinião, o que pensam, se discordam... Enfim, comentem XD