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sábado, 19 de março de 2011

Felizes para sempre - ou não


Como vocês sabem estamos bem ativas no MSN agora, tanto que está até rolando a Promoção #XineChat. Quem ainda não conhece, conheça e participe porque a xinela vencedora ganhará um Kit Xineladas muito legal.

Mas então, numa dessas conversas no MSN estava eu conversando com uma leitora do blog e ela fez uma consideração muito interessante que gostaria de compartilhar com vocês.

Basicamente, a opinião dessa xinela leitora é de que é mais difícil vivermos o "felizes para sempre" numa relação lésbica, se comparada a um relacionamento heterossexual. Calma xinelona, irei explicar melhor a opinião da moça. Para ela a instituição Casamento é mais enfatizada na relação hétero, como se houvesse maior pressão e consequentemente maior "obrigação" de ser levada adiante. Enquanto que o mesmo não ocorre na relação lésbica e, sendo assim, seria mais fácil o desprendimento.

Isso justificaria, segundo ela, a nossa rotatividade de relacionamentos. Aquela situação de você passar um ou dois anos com a mulher, às vezes até morarem juntas, acreditar que será a pessoa que envelhecerá ao lado, e logo em seguida tudo ter acabado.

Minha réplica foi de que sim, pode até ser que há mais fatores que "prendam" um casal hétero na relação - como filhos, status, aparência - mas isso não significa que estão vivendo o tão sonhado "felizes para sempre". Há casais que vivem juntos e não se suportam, e isto não é exclusividade de héteros. Aliás, nada é exclusivo e nada é máxima em se tratando de relacionamentos.

O ponto que concordo com nossa querida leitora é que realmente me parece ser mais fácil terminar um casamento lésbico do que hétero. Geralmente, se há filhos eles provêm de uma relação anterior e legalmente é filho apenas de uma. Parte da sociedade - nada de generalizações - já acha um absurdo você dividir um lar com outra mulher, então e daí que você está metendo o pé na bunda da dita cuja e vai se atracar com outra? Tudo se resolverá entre vocês duas mesmo, sem grandes influências externas.

E casamento heterossexual é sim um pouco mais complicado, a intromissão participação da família tende a ser maior neste processo de separação. Se há filhos, casamento civil, bens e outra série de fatores aí a situação se complica ainda mais.

Obviamente não há conclusões sobre o assunto, cada uma de nós tem uma opinião e os outros concordarão ou não em alguns pontos. Mas na verdade gostaria de deixar uma discussão/reflexão: Para você xinela uma ou outra relação (homo x hétero) tem naturalmente maior propensão a dar certo? Acredita que os relacionamentos homossexuais estão ficando mais "banalizados"? Ou para você os problemas e dificuldades são as mesmas, independentemente do sexo do parceiro?

Sintam-se a vontade para comentar aqui, mandar reply, e-mail com a sua opinião, dependendo até fazemos um post dando sequência a este :) Quanto à xinela do MSN, sei que é VIP e alguma hora verá o post, saiba que gostei da conversa viu, qualquer dia apareça novamente para outro "debate de ideias" :D

Acha legal nosso #XineHumor, mas gostaria que falássemos sério sobre algum tema? É só no sugerir pelos comentários, e-mail (xineladasclub@hotmail.com) ou pelo Twitter @XineladasClub

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amor que tudo supera


Realmente estamos numa época em que o amor está desacreditado, e a Thâmara tratou muito bem sobre o assunto no post anterior A Era do “Descartável”. Muitas xinelonas acham lindas as histórias de amor ao estilo conto de fadas, mas às vezes isso nos parece cada vez mais distante e em desuso. Somos tomadas pelo realismo – excessivo, até mesmo como forma de evitar sofrimento. Mas digo-lhes queridas xinelonas, o amor incondicional não morreu e nem morrerá, e ele ainda faz coisas que não somos capazes de explicar.

Recebi hoje um alerta de notícia da Folha.com que me chamou bastante atenção: Homem com problema incurável recupera visão ao olhar foto da mulher. O britânico aposentado George Hudspeth recebeu um diagnóstico de cegueira há dez anos, e há um ano perdeu totalmente a visão. Mas de forma que os médicos não sabem explicar, considerando que se tratava de uma degeneração macular do tipo seca e, portanto incurável, Hudspeth voltou a enxergar após ter "conversado" com um retrato de sua esposa, já falecida.

Certamente como este há vários outros casos semelhantes, recordo-me de há alguns anos ter lido algo sobre um homem que perdeu a memória e se lembrava de absolutamente nada, exceto sua esposa. E mais uma vez a ciência não tinha explicações sobre o caso. E quem disse que há razão no amor, né?

Mas não somente em casos de curas e desafios à ciência que o amor se revela incondicional. Quantos casais, héteros ou homossexuais, enfrentam diversas dificuldades e obstáculos para ficarem juntos? Que mesmo com distância, diferenças, preconceito, falta de apoio, e tantos outros desafios mantém-se firmes, às vezes lutando por anos.

Como boa canceriana que sou gosto e acredito em sentimentos assim, tão sublimes. Na minha roda de amizades xinelonescas conheço meia dúzia dessas histórias, que enfrentaram grandes dificuldades e não se abateram. E ao saber de tais relatos tenho certeza de que vale a pena se dedicar um pouco mais, ter paciência, compreensão e lutar por um amor que valha a pena. Você pode ser a próxima a se livrar de uma cegueira figurativa, e passar a enxergar um mundo novo também.

Para lerem a notícia na íntegra cliquem aqui, e caso você tenha uma história interessante e queira compartilhar conosco sinta-se a vontade para enviar e-mail ao xineladasclub@hotmail.com.

Ah, e continua a campanha: Faça duas xinelas felizes - Porque sorrir não tem preço. :D

Se sentiu sensibilizada e quer participar? É simples, basta nos seguir aqui no blog e/ou no Twitter, comentar os posts e fazer nossos dias muito mais felizes e coloridos. :D



A Era do "descartável"


Vivemos na era da tecnologia, do novo, do instantâneo, do moderno, dos avanços científicos. Vemos todos os dias o progredir da sociedade moderna e globalizada. O que hoje é o número um amanha já foi ultrapassado por algo inovador.

É a era do “descartável”. Tudo aquilo que não se adéqua as nossas exigências é descartado. Quando vemos um produto novo no mercado tecnológico, por exemplo, logo queremos ter um igual. Mas quando compramos e vemos outro melhor, logo queremos o mais atual e assim por diante.

E isso condiz também com o atual comportamento das pessoas diante os relacionamentos amorosos.

Quando vejo algum filme de romance com temática lésbica é sempre lindo e muito fofo, diga-se de passagem, o romance entre as duas mulheres principais. Tudo a mil maravilhas, começa bem e termina bem. Como se em um passe de mágica tudo acontecesse.

Mas infelizmente isso não é idêntico à realidade. E quando paramos para observar os casais homossexuais, o que mais vemos é que são raros os que mantem-se durante anos. E qual será o motivo para isso?

As pessoas hoje não querem dificuldades. Querem o fácil, o que é cômodo, aquilo e aqueles que não as contradizem. E sinceramente, assim nenhum relacionamento dura. Porque o próprio nome já o diz: Relacionamento – ato ou efeito de se relacionar com alguém. E convenhamos relacionar com outras pessoas não é nada fácil e simples.

Quando não sabemos abrir mão de algo que gostamos em prol de quem amamos, quando não praticamos o respeito pela amada, quando não aceitamos as diferenças, os gostos distintos entre outras coisas isso é sinal de que não estamos prontas para um relacionamento de verdade.

Não existe mágica, milagres e nem receitinha da vovó para o sucesso no seu relacionamento. Felizmente existem atitudes que resultam em sucesso no mesmo.

Mas hoje em dia, quem quer lutar por alguém? Quando as coisas não vão bem o que a maioria faz? Termina e parte para outra. É no estilo “se não quer tem quem queira”, “você não é o ultimo biscoitinho da sacola”, “o brejo está para sapas, então salsifufu” etc. Não estou dizendo que devemos ser bobas e dar atenção para quem não liga e não se importa com a gente xinelas lindérrimas. Apenas mostrando que hoje em dia nós tratamos, na maioria das vezes, as pessoas como se elas fossem descartáveis.

É a busca pela perfeição que não existe. O orgulho próprio em alta. A síndrome televisiva, onde tudo é fácil e bonito. E no primeiro sinal de dificuldade descartamos.

A questão é: até que ponto isso compensa? Até que ponto que temos resultados positivos? Até quando o comprometimento vale a pena?

Talvez esteja na hora de “reciclarmos” nossas idéias.
 
O que vocês acham xinelas de plantão?

Acho que é um tema que deveria ser tratado com certa seriedade aqui no nosso blog – Xineladas Club – ôhh coisinha linda da mamãe [2]... Anyway...

Queremos saber o que pensam sobre o assunto.
Por isso deixem seus comentários aqui xinelonas. O que acham do tema? Qual a opinião de vocês?

E participem da campanha meninas :D

Campanha: Faça duas xinelas felizes - Porque sorrir não tem preço.

 





segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O indecifrável verbo do “amar”.


É um sentimento que não tem explicação, sem medidas e sem tempo de duração. Começa com o “pensar” e termina com... Bem, ele não termina. Você se depara pensando nela o dia inteiro, ao acordar, ao trabalhar, ao descansar e principalmente ao sonhar. É uma mistura de um “não sei o que” que te faz ter forças extras para encarar tudo e todos. Como se o mundo todo conspirasse ao seu favor. Não importa o que aconteça tudo está bem, aliás, bem até de mais.

É o mesmo de tentar explicar o inexplicável. Como explicar o ato de “amar”? É um sentimento sem contexto, sem razão, que não permite fórmulas e ou equações exatas.

Você diz a você mesma – Não me enganarei de novo. Não vou me permitir amar nunca mais. Mas sinceramente? De nada irá adiantar. Não passa de uma mera ilusão, uma mentira que você conta para a desconhecida que está diante você no espelho.

Porque o amor não tem hora, não tem relógio e muito menos escolhe quando e quem atacar. É um sentimento arrasador, que abala a estrutura do seu “ser”, que retalha qualquer resquício de dor, sofrimento e solidão que ainda habitava até aquele instante o seu coração. E nessas horas, queridas que nos seguem, não há como resistir. É lutar ou lutar. Não há escapatória. É uma batalha perdida.

Mas, mesmo não tendo como escapar de tamanha brutalidade, você ainda sai ganhando.

O prêmio? A felicidade escondida por detrás de cada sorriso que ela dá. O brilho no olhar da amada que te faz enxergar o mundo uma utopia sem fim. A paz de amar e ser amada. O aconchego dos abraços que te faz pensar que nada é ruim o bastante para estragar tamanha alegria que emana do seu ser. O doce sabor que se esconde por detrás dos seus beijos. Enfim, já dizia o poeta – “Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra metade também.” – Que a loucura de vocês seja perdoada, caras leitoras.


O amor nunca acaba. Ele não tem fim. Talvez o que morra é a nossa capacidade de compreendê-lo. Afinal meninas, somos seres humanos e errantes por natureza.

E que hoje, Valentine's Day - dia em que celebram a união amorosa entre casais (no Brasil é celebrado no dia 12 de junho), vocês apreciem cada vez mais o verbo do “amar”. Por mais que esse seja inexplicável, sem sentido e lhe dê pitadas de loucura. Amem e sejam amadas. Sejam loucas e gritem o quanto é bom acreditar.

E para aquelas que ainda buscam e ainda não encontraram o amor, paciência. Muitas vezes basta permitir-se, deixar as regras de lado e aprender a ser feliz consigo mesma para ele surgir. Com toda certeza uma hora ele virá, e esse momento é “O momento certo”.


Espero que tenham gostado xinelas,

Beijos e até a próxima.
Feliz Valentine's Day à todas as xinelonas de plantão!